O amor é um dogma no qual acredito

Partilhar o pão sagrado
é como o bálsamo para as feridas
a coragem que livra
ou o gesto doce que apazigua o poder inútil.

Vínculos requerem sacrifícios
largar-se do referencial do umbigo
esquecer-se dos espelhos
mas é o melhor pão que já comemos.

Histórias ou alegorias
livros sagrados e profanos
o eu e o tu me interessam
agrada-me a comunhão.

Do micro ao macrocosmos
a sincronia
ainda me espanto com galáxias
num universo pulsante e Vivo
e o encontro banalizado
entre o espermatozóide e o óvulo.

E não me importo muito com Decartes
não que eu não o valorize.
Pois há tantos raciocínios importantes e úteis.
Na matéria há lógicas tão perfeitas
não podem ser aleatórias, mas criadas.

Inacabada e incoerente
minha natureza é intuitiva
gosto do inefável.
O amor não é
o manjar invisível mais gostoso ?

Entristecem-me os poetas
que se esqueceram do amor.

O amor é um dogma
no qual acredito
e faço ritos para lembrar.

~ por Ingrid D em junho 26, 2011.

Uma resposta to “O amor é um dogma no qual acredito”

  1. Esse vai direto para o meu “Favoritos”, sem frescura e demagogia. Gostei muito!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.