Nos poros o calor
fevereiro
música
nenhuma palavra
contemplação
piano
olhos fechados
Outro tom
•fevereiro 9, 2010 • Deixe um comentárioNada
•janeiro 28, 2010 • Deixe um comentárioPreguiça de gato,
de tartaruga,
de bicho do mato.
Vontade de
nada versus nada.
Só nadar no mar,
por um tempo.
Amor Shakespeariano
•janeiro 17, 2010 • 1 ComentárioUma angústia,
íngreme abismo, talhe profundo,
a dor não finda, o amor regressa,
tal como chicoteiam
o mar ondas fortes.
Onde estás?
Sinto-me um tanto louca,
aqui te instalaste,
nem sei como
arrancar-te de minhas veias ,
não quero fazê-lo.
Desespera a falta de ti,
até o ar adentrando
os pulmões me asfixia.
Não me deixes.
Eu sei, não me amas,
mas fica próximo.
Lábios
•janeiro 15, 2010 • 2 ComentáriosSonho lábios
viagem no espaço
cavalos selvagens
mergulho profundo no mar
olhos que se transpassam
corpos esvoaçantes
mãos dadas
apertadas
vinho, a delirar
Santuário
•janeiro 14, 2010 • Deixe um comentárioMeu santuário
é uma paz de luzes calmas
e cores azuis.
Ar adentrando pulmões.
seiva, vida,
pés no chão.
Lago profundo,
mergulho.
Linda
•dezembro 20, 2009 • 1 ComentárioAndava meio blasé,
meio triste, meio outono.
Sentia falta das curvas
escondidas num corpo envelhecido
que não mais reconhecia.
Seus ímpetos
já não lhe caiam bem.
A alma da linda mulher
se encolhia repleta de lágrimas,
ninguém mais a contemplava.
Pensava no tempo que morava
num corpo flutuante,
leve e cheio de graça,
tão longe o tempo.
Às vezes ainda se comporta
como a musa que inspirava
o amor e a paixão ao seu gosto,
linda como nunca mais se viu.
Orvalho
•novembro 23, 2009 • 3 ComentáriosSonhei-me orvalho
em noite clara,
úmida, eu era gota.
Tu eras folha,
cheiro de capim
que se lambia de mim.
Um quase
•novembro 14, 2009 • Deixe um comentárioUm quase caminho
e um poderia ser
passou por mim
mas um “nada” aconteceu.
O nada é tão sem vida,
tão sem graça.
Ele me apavora.
Então vou atrás de outros desejos.
Vôos
•novembro 10, 2009 • Deixe um comentárioVou para meus vôos,
aqui tudo é seguro,
me escondo no silêncio
de ninguém me achar.
Primavera
•novembro 5, 2009 • Deixe um comentárioÉs teu próprio algoz
que te prende em cativeiro
neste calvário de culpa
angústia e solidão
à míngua e entregue
a si mesmo
em autoflagelo.
A lamúria e a tragédia
persegues como ao destino.
Roubas de ti as luzes
e te transformas em vale
de sombras e temores.
Sim, tu mesmo te colocas lá
e eu… respeito teus desejos.
O meu desejo? É raptar tua alma
e dentro dela fazer sinfonia,
Primavera de Vivaldi.


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